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Pudim Clássico

Que tal um pudim para adoçar o finzinho da tarde ou o início da noite? Ou quem sabe ainda, comê-lo no lanchinho da madrugada ou ainda, comer ele todo de uma vez? É uma tentação!



Pudim Clássico


Curiosidade histórica:

    Daí você pergunta, mas todo pudim não é clássico? Bom... antes do pudim que conhecemos hoje, que leva leite condensado e algum amido para engrossar (farinha de trigo ou amido de milho), existiu o simples pudim que não era tão simples assim.

      

    Muitas histórias sobre essa sobremesa gostosa pode ser bem conflitante, variando entre o doce e salgado. Mas ao que se sabe de concreto, é que surgiu nos mosteiros portugueses (por volta do século XVI, lá pelos anos de 1500 e bolinha), assim como muitos docinhos. Logo, foi-se introduzido no cardápio brasileiro, com a vinda dos colonizadores portugueses para cá. Sim, o pudim não é tupiniquim, mas acolhemos ele como se fosse.

    

    Uma peculiaridade sobre o pudim salgado, é que durante os séculos XVIII e XIX, a Marinha Real Inglesa, se alimentava dele, que tinha um aspecto bem mais sólido ao que conhecemos hoje, mas sobre este, fica para um próximo post.

    

    Ainda sobre sua história, o pudim em alguns lugares é tido como uma refeição principal e não como um sobremesa, tendo sabores suaves ou bem fortes. Em algumas partes do mundo e da Europa, ainda se conserva o modo classicão do pudim - uma massa densa, formada por uma liga de farinha de trigo, ovos, gordura e cereais.     Bem peculiar, no entanto, interessante.

Aqui no Brasil, essa gostosura tem seus registros datados em 1840, com o nome de podim de natas, retratada no livro O Cozinheiro Imperial, que descreve os pratos degustados pelo Imperador.

    

    Muitos podem pensar que o pudim é tupiniquim, mas na realidade é português. No entanto, acolhemos e o fizemos da família, LITERALMENTE. Mesmo assim, independente de sua origem, sabor, textura... um pudim gostoso, é um pudim gostoso, não é mesmo? 

Vamos a algumas coisinhas a serem salientadas:

  • O pudim é delicado, por isso não trate ele como se fosse o crush agindo com você;

  • Sempre asse o pudim em banho-maria e em fogo extremamente baixo;

  • Não precisa de um amido, pois o ovo coagula lentamente e dá a textura macia e aveludada (desde que o asse com cautela) ;

  • O pudim deve ser assado até firmar, nunca deve assar demais;

  • Nunca, em hipótese alguma, asse o pudim acima de 200ºC;

  • Peneirar as gemas ou a mistura é uma perda de tempo, pois o que faz a alteração é a temperatura;

  • O caramelo no fundo da forma deve ser fino, para que no forno, ele derreta e se torne fácil de desenformar.

  • Se você assar o pudim por muito tempo além do necessário, os ovos irão entrar em erupção e isso resultará em um pudim cheio de bolhinhas. O mesmo irá acontecer se for assado em um forno com a temperatura muito elevada. 

  • Leu tudo isso? Então, para um pudim bonito, gostoso e sem bolhas, você tem de seguir todos esses passos.

  • Um pudim com bolhinhas de ar é feio e a textura fica totalmente comprometida, extremamente desagradável de saborear. Por mais que existam pessoas que gostem dele assim, é tecnicamente errado.

  • Mas chega de lenga-lenga. Vamos a receita.

Ingredientes

Para o pudim

  • 350 mililitros de leite;

  • 350 mililitros de creme de leite fresco;

  • 250 gramas de açúcar;

  • 4~6 gotas de essência de baunilha;

  • 4 ovos;

  • 3 gemas.

Para o caramelo

  • 150 gramas de açúcar; 

  • 100 mililitros de água;

  • 25 gramas de manteiga (1 colher);

  • Raspas de 1 limão-taiti;

  • 1 pitada de sal.

Modo de preparo 

Para o pudim

  1. Em uma panela, coloque o leite e o creme de leite para ferver - se tiver fava de baunilha, é nesse momento que você adiciona, para infusionar passe as costas da faca sobre a fava e depois com a ponta, abra-a, logo em seguida raspe todas as sementes e jogue no leite; 

  2. Em uma tigela, coloque os 4 ovos e as 3 gemas. Adicione o açúcar e com a ajuda de um fouet, bata tudo até que fique esbranquiçado. Esse processo é chamado de blanchir. 

  3. Logo que o leite estiver fervido, vamos temperar os ovos, que já estão batidos;

  4. Com o auxílio de uma concha, pegue um pouco do leite fervido e vá adicionando a mistura de ovos (lembre-se de nunca parar de mexer, pois se não pode tudo coagular), faça isso até que toda a mistura esteja homogênea;

  5. É nessa parte (quando tudo estiver homogêneo) que você pode adicionar a essência de baunilha. Nunca adicione junto ao leite na hora de ferver, pois vai talhar tudo (por causa do álcool contido na essência).

Para o caramelo

  1. Leve ao fogo o açúcar e a água e deixe ferver; 

  2. Logo que a calda estiver fervendo, adicione a manteiga e deixe ferver até que ganhe a cor de caramelo; 

  3. Assim que a calda mudar de cor e estiver chegado no ponto desejado, desligue o fogo e adicione as raspas e limão e a pitada de sal, mexendo bem.

Para a montagem

  1. Coloque o caramelo apenas no fundo da forma, uma camada fina, pois queremos que ele desenforme com sucesso no final; 

  2. Coloque toda a mistura logo em seguida; 

  3. No forno, faça o banho-maria e coloque a forma;

  4. Ligue o forno a uma temperatura de 180ºC;

  5. O tempo de preparo vai variar bastante, por isso vamos estipular 40 minutos como sendo a hora de você dar uma olhadinha no seu pudim (o meu, por exemplo, ficou no forno por 1h30min). Caso ele ainda não tenha ganhado consistência, não se assuste, deixe-o assar por mais um tempo (lembre-se sempre de ficar de olho). Ele estará pronto no momento em que senti-lo firme;

  6. Retire do forno e deixe esfriar;

  7. E seu clássico e invejável pudim está pronto.

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